quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

É o que é, nada!



Derrubou as casas que lhe apareceram, tijolo a tijolo.

Pelos jardins fora, pôs-se a cortar as árvores, uma a uma.

Custe o que custar, não ficará nenhuma! Pensou tão alto, que se ouviu a si próprio.

Para lá das árvores caídas foram portas o que viu.

Olhou, olhou. Todas fechadas.

Estava entre os seus.

Tinha chegado à terra onde todos são o que não são.

(Desejo a todos um Bom Natal. Santo, para os que assim o entendam.)

 

5 comentários:

maria teresa disse...

Vim matar saudades deste cantinho de que tantas vezes me lembro, dum cantinho onde o que é, é!
Não há hipocrisia, não há máscara,...
Um Natal rodeado pelo Amor, que os que lhe são queridos lhe dedicam todos os dias, é o que lhe desejo Carlos!
Abracinho meu!

Brown Eyes disse...

Estamos a falar de Portugal. Quando cheguei cá foi o que mais me chamou a atenção foi mesmo a hipocrisia e como se não chegasse a falta de humildade. Um beijinho e bom Natal

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Um excelente Natal também para si Carlos.
Quanto a 2013, que seja o melhor possível
Abraço

Rogério Pereira disse...

É, porventura, o mais real
Poema de(ste) Natal

(ao fim da rua
Se encontrares uma porta entreaberta
Entra
É minha pela certa)

Bom Natal e... um abraço

São disse...

Foi bom ouvir Vítor Jara.

Amigo, , que o seu Natal e 2013 sejam como os sonha e que amanhã tudo corra bem!

Um afectuoso abraço.