quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Escultura (II)

 


Querem 
que se desligue das ideias.
Que se livre de si próprio, para deixar de compreender-se.
Ele diz que não.
Em cada ideia, acrescenta, há uma forma humana, e são muitas as que com ele convivem.
Empurra o dia. Sobe pela madrugada e nela fica olhando a terra cheia de fronteiras.
Não hão-de os muros detê-lo.
A fala deixará de ser mansa e o gesto curto.
Há-de chegar a campo livre.

10 comentários:

folha seca disse...

Caro Carlos Albuquerque
Retenho a ultima linha do seu excelente poema: "Há-de chegar a campo livre".
Abraço
Rodrigo

M. disse...

Já vi tantos campo tornados desertos de ideias:(

Haja um amanha...

Fê-blue bird disse...

Meu amigo:
Esta sua escultura está moldada em forma de luta e garra!
Gosto mais de o ver assim :D

beijinhos

Rosa Carioca disse...

Apesar de sempre tentarem... não nos desligarão das ideias!

Rogério Pereira disse...

A escultura, quando se anima
fica com outra alma
e há-de chegar a campo livre

(a Fê tem razão
sou da mesma opinião)

acácia rubra disse...

Vou usar as tuas palavras, modificando algumas. Mas entendes-me. Sei que sim.

Subo pela madrugada e nela fico olhando a terra cheia de fronteiras. Mas hei de chegar a campo livre... com tempo.


Carinhosamente, um beijo

Rosa Carioca disse...

Muito obrigada pelas suas, sempre, lindas palavras.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Esperemos que não haja muros, caro Carlos, mas por cada dia que passa, parece que mais muros se erguem , cortando-nos o caminho para o "campo livre"
Bom fds
Forte abraço

São disse...

Chegará, sim, a campo livre.

Gosto muito de ver a minha prendinha no seu blogue: é uma honra.

Bem haja, Carlos!

Maria João disse...

Quanto mais os muros, maior a vontade de os transpor, de desbravar o que nos ocultam...

Um abraço, Carlos