sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reganhar a esperança


Não há descontentamento e indignação, se não os mostrarmos. A voz não será ouvida se ficar calada. O gesto não será entendido se não surgir. Nada se obtém sem reivindicação e ela terá que ser pública para ser visível. Como foi!
Os alucinados que nos governam (mercados, troika e governo, assim por esta ordem) teimam em não querer inverter o rumo do caminho para o abismo porque nos querem levar. Insistem em não ver que o povo português não se vai entregar, nem vender as suas ruas e praças. Tapam os olhos, escondem-se atrás da mentira. Denegrir para melhor reinar é o seu lema.
Ontem, dia da greve geral, a maior de que há memória na história do Nosso País, duas agências de rating consideraram Portugal lixo financeiro, e os juros da dívida dispararam. Persistem em amordaçar-nos, em roubar-nos a dignidade. O governo embatocou!
Mas o que os alucinados, porém, ainda não entenderam é que o Povo Português está a libertar-se da perpetuidade do alheamento…
A adesão à greve geral de ontem fez-me reganhar a esperança.
 

5 comentários:

folha seca disse...

Caro Carlos Albuquerque

Revejo-me naquilo que escreveu e se me permite assino por baixo.
Há no entanto uma preocupação que paira no meu espírito. Sem dúvida nenhuma que as coisas vão “aquecer”. Mas há uma ausência de direcção política abrangente neste movimento. Sabemos que há um partido que lidera e quanto a mim muito bem. Mas é suficiente? Muitos dos participantes nesta e noutras lutas revêem-se nesse partido?
A Esquerda moderada está a ter um papel vergonhoso neste processo. Será que umas tiradas e uns documentos desfasados no tempo, são suficientes?
As coisas não vão lá com “NINS” é preciso dizer com toda a firmeza, não a esta política!

São disse...

Espero que sim, que o povo português tenha acordado finalmente.

Quanto às criaturas que o povo português elegeu por voto e também por omissão , espero que aprendam alguma coisa.

Bom fim de semana.

Carlos Albuquerque disse...

Caro Rodrigo
É compreensível o porquê das suas perguntas.
Para mim a questão não está em saber-se se os participantes se revêem no partido que, eventualmente, lidera esta e outras lutas. Penso que o povo português, embora lentamente, está a fazer destas lutas uma causa sua, para lá da simpatia que possa ter por este ou aquele partido.
Quando tal acontecer, na plenitude, acabar-se-ão, creio, os "NINS".
Abraço

acácia rubra disse...

Carlos

O teu texto transborda de esperança. Quero acreditar nela.

O que vi ontem por aqui (Viseu) foi medo. Sente-se no ar e no modo como as pessoas falam sem falarem...

Beijo

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Que o povo abra os olhos e mude as coisas. Parabéns, amigo Carlos, pelo levante. Um abraço.