segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Escultura







Tenho tentado entrar à conversa com os meus sonhos.
Em vão!
Chegam. Falam-me…
…e partem sem me ouvir.
Deixam-me, numa mão, chávena cheia de tédio saído de mim, porque em mim o fastio já não tem onde estar.
Noutra, a opressão que me estrangula.

11 comentários:

Luís Coelho disse...

Também existem sonhos onde se faz dialogo e quando partem parecem ter deixado a sua marca -ilusão.

Maria João disse...

Às vezes, Carlos, os sonhos apenas querem que os afaguemos. No caos em que nos sentimos, só eles permitem que a árvore que somos se mantenha viva, embora, também eles, se desesperem.

Um abraço, meu amigo

M. disse...

Tu vês lá se dominas esses sonhos:)

Vazio não é palavra para ti:)

folha seca disse...

Caro Carlos Albuquerque

Como diria um nosso amigo comum “sem sonhadores não sonhos”.
Um forte abraço
Rodrigo

Filoxera disse...

Quando os sonhos partem sem nos ouvirem, ou ele valem que partamos no seu encalço, ou ficamos com espaço para tecer novos sonhos.
Olhos abertos para a beleza em redor e peito aberto para as emoções que temperam a vida.
Deixo-lhe um abraço e a força da esperança.

Rosa Carioca disse...

Não podemos desistir dos nossos sonhos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Os sonhos por vezes não são os nossos melhores amigos e conselheiros, caro Carlos.
Forte abraço

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Os sonhos nem sempre são os nossos melhores amigos e conselheiros, caro Carlos
Forte abraço

Rogério Pereira disse...

A escultura se agita
ao peso das palavras
carregadas de mágoas.
O imbondeiro toma vida
e um braço seu se estende
como quem o anima e defende.
Chega-lhe?

Fê-blue bird disse...

Meu amigo:
No meu post de ontem coloquei este texto de Richard Bach
que parece feito de propósito para responder a esta sua escultura/desabafo:

«Os acontecimentos que atraímos para nós, por mais desagradáveis que sejam, são necessários para ensinar o que necessitamos aprender.
Quando iniciamos a vida, cada um de nós recebe um bloco de mármore e as ferramentas necessárias para converter esse bloco em escultura.
Podemos arrastá-lo intacto a vida toda...
Podemos reduzi-lo a cascalho
Ou podemos dar-lhe uma forma gloriosa..."

Este seu imbondeiro tem uma forma gloriosa!Continue pois a desafiar os sonhos,

beijinhos

TERESA SANTOS disse...

O meu Mwata sem sonhos?
Nem pensar!...

Ouve o que te dizem, depressa, depressa, antes que partam.
E usufrui desses sonhos fugidios, e alimenta-te deles, e, mais importante, não deixes de os alimentar.
Não vês como estão frágeis, tão frágeis!
Espanta o tédio, mata a opressão, e...?
E renasce, meu Mwata!

Luta titânica, dirás. Mas sei-te capaz de a vencer.

Beijinho, meu Mwata.