segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

É tempo!


RTP1
Programa “Mudar de Vida”.
Trabalho da jornalista Rosário Salgueiro.
Setúbal.
Reportagem na Caritas e no Centro Social S. Francisco Xavier.

Uma e outra das instituições fornecem refeições a quem delas necessita para mal continuar a viver.
Na Caritas uma senhora, com o rosto talhado por rugas, aproxima-se do balcão de atendimento onde deposita uma embalagem de plástico. Olha para a câmara e diz: Nunca pensei que aos 53 anos (53, leram bem!) precisasse de mendigar.”
Para a reportagem fala, também, uma das responsáveis da Caritas: “Dizem que quem aqui vem é gente que não quer trabalhar. Não é verdade. Isso é uma máscara com que se pretende tapar a realidade. Atendemos pessoas com o 12º ano e até com licenciaturas e mestrados. Não têm trabalho...
Em S. Francisco Xavier a jornalista fala com o Senhor José, homem de 56 anos. Pergunta-lhe: “O que o traz aqui, Senhor José?”. Resposta: “A fome”.
Enquanto a RTP não for privatizada continuaremos a poder ver a realidade em que estão a transformar o nosso país. Quando a privatizarem a realidade será tapada pela máscara que tudo cobrirá.
Entretanto, eis a notícia que fará da mesa dos banqueiros, os senhores do capital, uma mesa ainda mais farta: O governo de Miguel Relvas, Vitor Gaspar, Álvaro, Passos Coelho, e, também, de Paulo Portas, decidiu que durante os próximos vinte anos (vinte, sim, vinte!) os bancos pagarão menos impostos, isto para "cobrir" o negócio da transferência do Fundo de Pensões dos Bancários.
Desculpem, não me ocorrem outras palavras – É tempo de acabar com esta merda!
 

8 comentários:

São disse...

Não digo a palavra, porque o Carlos já a disse por mim. Francamente, é a única possível!

Saudações amigas

Catsone disse...

Carlos, não vi essa reportagem porque já me chega a pobreza que me bate na face todos os dias no trabalho.
Quanto a máfia que nos governa, vejo-a também sentada em todas as oposições, pelo que não temos qq escolha neste momento. Temo que, dentro em breve, não serão apenas pórticos de Scut's a serem alvejados a tiro e queimados...

Rosa Carioca disse...

É vergonhosa toda essa camada de podridão que se intitula "governantes"...

Rogério Pereira disse...

Só vi a parte inicial do programa. Aliás registo que a série em que se inserem os trabalhos da jornalista Rosário Salgueiro merecem o alerta que deu quanto ao risco de se perder um serviço público de qualidade, com a privatização. A questão do desemprego e a fome, que aqui denuncia, levanta um outro igualmente preocupante: o papel cada vez mais relevante da caridade organizada em detrimento das politicas sociais da competência do Estado. E porque as coisas estão ligadas, tremi ao ver a responsável do Banco Alimentar numa foto, num qualquer evento, com um dos patrões dos média (Pinto Balsemão)... Tremo de ver o Pingo Doce, vender dádivas nas suas caixas... Tremo por saber que o Governo nomeia Santana Lopes para o cargo de provedor da Misericórdia de Lisboa ao mesmo tempo que anuncia que não há alternativa ao empobrecimento... Tremo...

folha seca disse...

Caro Carlos Albuquerque
Um dos maiores crimes que se pode cometer é privar um ser humano dos meios absolutamente necessários à sua sobrevivência. Aquilo que a TV mostra é apenas uma pequena amostra do que se passa e aumenta assustadoramente todos os dias.
No entanto subscrevo a tese do Rogério Pereira, pois também eu "tremo".
Abraço

Filoxera disse...

Nada do que eu ia dizer não foi aqui mencionado...
E a situação alastra, infelizmente.
Beijinhos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Já só vi a parte final do programa e pensei: está em marcha o Portugal da caridadezinha, o regresso ao Estado Novo tão ansiado por este governo.
Quanto à RTP , ao retirarem-lhe a publicidade estão a condená-la à morte. Esta gente é má e cobarde. Por isso me provocam tanta náusea e nojo.
Abraço

TERESA SANTOS disse...

Querido Mwata,

Começam a faltar-me as palavras!

O que dizer? O que fazer?
Pigméus (nós todos) contra gigantes predadores?

Que Deus, se existe, se compadeça de nós. Não, não é pieguice...

Abraço grande, meu Mwata.