quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Do Viajante


O Viajante é personagem que, desde há uns tempos, habita esta cubata com o Mwata e comigo. A última vez que deu sinal de si, contou-me esta história. Hoje, reapareceu para me fazer uma pergunta.

- Achas que quando memórias longínquas se nos chegam a vida está a querer dizer-nos alguma coisa?

Despertei da sesta dormida à sombra de um sonho. Em silêncio, sem saber que dizer-lhe. E vocês, amigos visitantes e leitores, sabem responder ao Viajante?

21 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não tenho dúvida, Carlos, que as memórias longínquas não nos batem à porta por mero acaso. O problema é que não tenho provas que permitam sustentar a minha tese. Apenas a minha vida o pode testemunhar.

Teresa disse...

Quando nos chegam memórias longínquas, significa que já percorremos muito caminho e temos muitas memórias para processar.
Eu sou positiva: acho que é um bom sinal.
Bjs

Clecilene Carvalho disse...

Segundo Ana Hatherly, in 'A Cidade das Palavras' - A memória é essa claridade fictícia das sobreposições que se anulam. O significado é essa espécie de mapa das interpretações que se cruzam como cicatrizes de sucessivas pancadas(...).
Então, acredito que armazenamos o que nos é interessante ou que possivelmente cremos que nos será necessário em um dado momento. Sendo assim se memórias longínquas nos chegam é porque querem realmente nos dizer algo. Vamos ficar atentos aos nossos insigths...

Malu disse...

Carlos,meu amigo, fui lá ler teu texto que ainda não havia lido para deixar minhas impressões aqui.
Deus e o diabo caminham lado-a-lado, pois uma vez que fomos catequizados com dogmas de que Deus é criador de todas as coisas, o demônio é sua criação.
Nós só não perturbamos as meditações de Deus nem ousamos a participar das jogatinas do demo porque não conhecemos profundamente nem o bem e nem o mal.

Quanto às memórias longínquas, com certeza, quando voltam estão a querer dizer-nos algo, geralmente subliminar.

Beijinhos, meu lindo

Dulce disse...

Certamente sim, Carlos. Dizem-nos de nossa caminhada e dos momentos que valeram a pena serem vividos e do quanto foram (e continuam sendo) importantes para nós.
Beijos

Pedro Albuquerque disse...

Para mim, quando memória longínquas nos chegam à mente querem dizer:

se forem más- que estão para acontecer de novo por isso cuidado, ou então que fizemos asneira parecida.

se forem boas- que devemos lembrar-nos dos bons momentos e não maus, ou então também pode ser um sinal que vão/precisamos de reptir!

gostei do post! bJs avô.

P.S. Devias tirar isto das letras para publicar mensagens pois é uma chatice.

Elaine Barnes disse...

Concordo com a Malu. Deus e o diabo estão dentro da gente, basta que chamemos um deles e eles vem.Quando estamos indecisos os dois jogam e ganha o que for mais forte dentro da gente.
Para mim o acaso não existe, tudo tem um porquê,se voltam num dejavu é porque nossa consciência deu um salto.Acredito sempre que é pra melhor. Não conhecia a história e gostei demais dela e do questionamento. Montão de bjs e abraços

Manuela Freitas disse...

Olá Carlos,
Para creditar em Deus implicitamente tem que se acreditar no Diabo...sou descrente!...O que considero é que há em nós duas forças antagónicas, que jogam com nós próprios.
Quanto às memórias, evidentemente que a vida quer-nos dizer sempre alguma coisa...no jogo do mal e do bem e estou a ser muito maniqueísta!...
Um abraço,
Manuela

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

As memórias estão impregnadas em nós. Um dia despertam. Falo isso por experiência própria tanto de vida vida mesmo, prazerosas e doídas, e (reflexo da primeira)de vida profissional, prazerosas e doídas idem. Sempre é bom ressaltar que já houve a superação e a redenção no primeiro caso. No segundo, está na Justiça. Não pagou, vai pagar!
No profissional, as minhas escolhas se deram pela minha genética, que, ainda bem, sempre foi misturada. Mistura bonita demais! Eu adoro falar disso. De vida, memória, genética e justiça.
Adorei o seu Homem!

*O SORRISO

Creio que foi o sorriso quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade*

Aquele abraço, Carlos, e o sorriso.
Bom hoje válido para sempre.
Renata

Fernanda disse...

Querido amigo Carlos,

Volto amanhã para ler o texto.
Estou com problemas sim, mesmo no computador, mas creio ser tudo provocado pelo temporal que está a assolar a minha região.

De tempos a tempos até tenho que o desligar devido à trovoada.

Espero que seja só essa a razão...ou achas que são já os talibãs??? Joking!

Beijinhos

Maria João disse...

Carlos
Só se lê um livro, depois dele ser escrito... desfolhá-lo, é sentir o tempo que lhe dedicámos, e descobrir que linhas ainda podem ser escritas!
O resto, meu amigo... é vida prazerosa à espera, sem outros significados.
Ah! E diga ao viajante para continuar a contar-lhe histórias!

Um abraço

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Tenho absoluta certeza disso.A vida da gente é um todo, e esse todo inclui passado,presente e futuro.Recordar ou deixar que lembranças venham à tona não tem nada de mal, quem não recorda é porque não viveu.Claro ,a gente não deve ficar preso ao passado,isso é outra coisa, mas uma lembrançazinha gostosa,por que não? Um abraço,xará

D i c a disse...

Nada é em vão, nenhuma lembrança é.
O que quer dizer, só o viajante saberá ou não.

Lindo aqui, interagir dessa forma com leitor é uma idéia muito bacana.

;*

Silvana Nunes .'. disse...

Lindo, carlos.

maria teresa disse...

As memórias longínquas chegam quando chegamos ao Outono/ Inverno da vida, exactamente porque fomos caminhando e deixando-as lá para trás. Se estivessemos na Primavera elas estavam próximas ou ainda não as tínhamos vivido.
Abracinho

Elaine Barnes disse...

Voltei pra pedir um favor já me adiantando para sentir-se a vontade em recusar ok!Venho pedir para visitar o blog do meu amigo Serginho que está começando na blogosfera, não entende muito bem ainda essa ferramenta.Ele promove um baile todo ano hiper organizado e maravilhoso. A Geisa e eu já participamos e tem outros também. Gostaria que desse essa força e o conhecesse, não irá se arrepender.Muito obrigada e conto com você!
http://sergiodancingdays.blogspot.com/ Montãode abraços e bjs agradecidos

tulipa disse...

OLÁ CARLOS
Para a pergunta do seu amigo não terei resposta, mas...pensando bem:
- Achas que quando memórias longínquas se nos chegam a vida está a querer dizer-nos alguma coisa?

A VIDA ESTÁ SEMPRE A DIZER-NOS MUITA COISA...através de sinais, uns mais perceptíveis do que outros; através de imagens e memórias...o problema é saber "entender" esses sinais.

Beijinhos.

Wanderley Elian Lima disse...

Acredito que sim, nada é por acaso. Nossas memórias los levam a lugares e momentos distantes, e que registram a nossa caminhada pela vida.
Abração

Rosa Carioca disse...

Acredito que sim. Por quê? Não tenho provas irrefutáveis, apenas a minha intuição. Acredito que são "lições" que servem para relembrar as aulas da Faculdade da Vida.

Fernanda disse...

Querido amigo Carlos,

Primeiro a resposta ao Viajante.
Para mim é óbvio que sim, quando as memórias longínquas retornam à nossa mente é porque há uma necessidade de esclarecê-las, ou porque ficaram mal resolvidas, ou ainda é porque não as queremos largar, fazem parte de nós.

Beijo


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Quanto ao problema que me relata com o meu Blogue, não sei o que se passa.
Sei que já 2/3 me disseram o mesmo, mas a nenhum deles aconteceu o computador ter-se desligado.

O meu marido está a investigar e vai fazer um outro teste.

Obrigada por me ter avisado.

Abraço

quicas disse...

Pensando alto: é bom ter memória (a experiência diz-me que, infelizmente, nem todos conseguem ter esse gosto!...) e, melhor ainda, que nesse compartimento só estejam guardadas coisas boas! E longínquas serão, apenas, se a vida as colocou em segundo plano e, entretanto, mudou de ideias, levando-nos a pensar que despertamos de um sonho!...
Um abraço