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sábado, 1 de janeiro de 2011

2011 - O Dia Um

Por todo o mundo as boas-vindas a 2011. Mostrou-as a televisão. Muito fogo de artificio, champanhe, alegria e folguedo como sempre. Assim deve ser. Aqueles são momentos para o esquecimento do que de menos bom houve, e para desejar que o futuro, que hoje começa a escrever-se, seja diferente para melhor.
Todos o desejamos. Cabe a cada um de nós fazer com que assim seja.
Hoje, a meio da manhã. Reportagem televisiva. Fim de ano numa urgência hospitalar. Pessoal médico, de enfermagem e auxiliar envolvendo os doentes, todos idosos. Um deles, senhora de cabelos brancos, de que a vida, provavelmente, irá em breve despedir-se, respondeu ao médico: “Não, não quero ir para casa, não tenho lá ninguém.” Os outros, presumo, terão dito algo de semelhante, porque acamados os continuei a ver, de olhar distante e fixo no tecto da enfermaria.
Senti um aperto no coração, e, confesso, as lágrimas chegaram-se-me.
Não é momento para abrir portas à tristeza, eu sei. Por isso vos peço desculpa por aqui deixar este meu sentir.
Desejo a todos um Bom Ano Novo. Que cada um de nós consiga o gesto, por pequeno que ele seja, para fazer de 2011 um ano feliz.
Por aqui nos continuaremos a encontrar. Na minha cubata continuarei a recebê-los com muito prazer. As vossas visitas e comentários muito me honrarão.
Um grande abraço a todos.