Está difícil ser lusitano!
Pouco me importa, a minha esperança bate-se bem com os obstáculos. Ela é menina ainda, eu sei, como sei, igualmente, que se fará mulher valente, guerreira. Continuo a gostar de trazer ao peito o passado, o presente e o futuro do povo que sou, que nenhuma noite obscura apagou, que sente e que vive, que chora e ri.
Escrevinhadas estas linhas, peço desculpa pelos três dias de ausência. É que tenho andado aturdido com a paulada que me deu a mensagem de Ano Novo do PR que o meu povo tem. Não, não vou meter-me a analisá-la. Tal é trabalho para comentadores e analistas encartados, que disso fazem o seu abono de família. O que aqui vai ficar não passa de um alinhavar ao meu jeito, desajeitado, portanto.
A prosa do PR nunca é brilhante nem luminosa. É pobrezita, a atirar para o banal. Não obstante ter vindo com alguma ironia e humor, embora negro, a última não fugiu à regra. Disse ele que vivemos uma “crise dupla”, “económica e de valores”. As coisas que ele sabe! A gente anda de bolso vazio e alma nua, ao frio, e ainda não tinha dado por ela! 2010 é um ano potencialmente “explosivo”, falou! Tivesse a mensagem durado um pouco mais e chamaria ao recém-chegado terrorista infiltrado da Al-Qaeda!
A Lusitânia caminha para uma “situação explosiva”, proclama o PR lá do alto do seu monte Hermínio. Receita: pôr os do Governo e os que o não são, mas querem sê-lo, num ringue fechado, mais o PS e os outros partidos com bancos no Parlamento, a querelar. Ele não, ficará de fora, equidistante, a “lutar”!? A gritar (para quem será?) “não tenham medo”, “temos de continuar a lutar”. Acrescentou, como um caseiro, “…continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra”.
Uma pausa só para dizer que me ocorreram, agora, as palavras do Presidente do Brasil, Lula da Silva, sobre a OPEP – “ Se o petróleo sobe a OPEP diz que não é culpa dela, se baixa, também não. Então para que é que é que ela serve?”.
Escutado o PR, os senhores da Oposição gritaram, lá de dentro do ringue, estarem disponíveis para o diálogo, e os do PS para entendimentos! Ó senhores, PR e os outros, já chega de conversas de caixeiro-viajante!
Pois é, 2010 nasceu com fralda suja! Não lha mudo, vou deixá-la secar, o mau cheiro passará. A minha esperança menina far-se-á mulher valente, guerreira e cuidará deste Novo Ano, abrindo o cárcere para onde levaram o povo que sou. Venham cá poetas e escritores, músicos e compositores, enfermeiros e professores, operários e camponeses, advogados de causas justas, médicos cumpridores do juramento, engenheiros de pontes para o futuro, seres vulgares como eu. Venham cá gentes do povo que sou, libertadoras de sonhos. Venham cá!
Escrevinhadas estas linhas, peço desculpa pelos três dias de ausência. É que tenho andado aturdido com a paulada que me deu a mensagem de Ano Novo do PR que o meu povo tem. Não, não vou meter-me a analisá-la. Tal é trabalho para comentadores e analistas encartados, que disso fazem o seu abono de família. O que aqui vai ficar não passa de um alinhavar ao meu jeito, desajeitado, portanto.
A prosa do PR nunca é brilhante nem luminosa. É pobrezita, a atirar para o banal. Não obstante ter vindo com alguma ironia e humor, embora negro, a última não fugiu à regra. Disse ele que vivemos uma “crise dupla”, “económica e de valores”. As coisas que ele sabe! A gente anda de bolso vazio e alma nua, ao frio, e ainda não tinha dado por ela! 2010 é um ano potencialmente “explosivo”, falou! Tivesse a mensagem durado um pouco mais e chamaria ao recém-chegado terrorista infiltrado da Al-Qaeda!
A Lusitânia caminha para uma “situação explosiva”, proclama o PR lá do alto do seu monte Hermínio. Receita: pôr os do Governo e os que o não são, mas querem sê-lo, num ringue fechado, mais o PS e os outros partidos com bancos no Parlamento, a querelar. Ele não, ficará de fora, equidistante, a “lutar”!? A gritar (para quem será?) “não tenham medo”, “temos de continuar a lutar”. Acrescentou, como um caseiro, “…continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra”.
Uma pausa só para dizer que me ocorreram, agora, as palavras do Presidente do Brasil, Lula da Silva, sobre a OPEP – “ Se o petróleo sobe a OPEP diz que não é culpa dela, se baixa, também não. Então para que é que é que ela serve?”.
Escutado o PR, os senhores da Oposição gritaram, lá de dentro do ringue, estarem disponíveis para o diálogo, e os do PS para entendimentos! Ó senhores, PR e os outros, já chega de conversas de caixeiro-viajante!
Pois é, 2010 nasceu com fralda suja! Não lha mudo, vou deixá-la secar, o mau cheiro passará. A minha esperança menina far-se-á mulher valente, guerreira e cuidará deste Novo Ano, abrindo o cárcere para onde levaram o povo que sou. Venham cá poetas e escritores, músicos e compositores, enfermeiros e professores, operários e camponeses, advogados de causas justas, médicos cumpridores do juramento, engenheiros de pontes para o futuro, seres vulgares como eu. Venham cá gentes do povo que sou, libertadoras de sonhos. Venham cá!