3 De Junho de 1992
Era, como hoje, uma Quarta-feira.
O Paulo partiu, andava eu por longe.
Só cheguei a tempo de lhe dar um beijo sem retorno.
Consome-me a ira pela sua morte; não vivera ainda 25 anos.
Dói-me o meu ser, em sofrimento.
Choro a sua ausência, na solidão da amargura, na impotência de o não ter evitado, na angústia de não o voltar a ver, na revolta por ter ficado por ouvir e dizer tudo o que ficou. Choro na minha pequenez incapaz, por ele ter ido sem um último adeus.
O que agora vem à tona é um vazio cheio dele; uma tormenta que me açoita e me persegue. Só a disfarço, nas noites de insónia e no virar dos dias, levando-me ao engano, fingindo.
Não tenho alma nem espírito.
Que ouvidos me ouvem, que olhos me vêem?
Para onde dizer tenho eu, agora, senão para esta cova profunda, e só, que me devora o peito: Olá, Paulo!
O Paulo partiu, andava eu por longe.
Só cheguei a tempo de lhe dar um beijo sem retorno.
Consome-me a ira pela sua morte; não vivera ainda 25 anos.
Dói-me o meu ser, em sofrimento.
Choro a sua ausência, na solidão da amargura, na impotência de o não ter evitado, na angústia de não o voltar a ver, na revolta por ter ficado por ouvir e dizer tudo o que ficou. Choro na minha pequenez incapaz, por ele ter ido sem um último adeus.
O que agora vem à tona é um vazio cheio dele; uma tormenta que me açoita e me persegue. Só a disfarço, nas noites de insónia e no virar dos dias, levando-me ao engano, fingindo.
Não tenho alma nem espírito.
Que ouvidos me ouvem, que olhos me vêem?
Para onde dizer tenho eu, agora, senão para esta cova profunda, e só, que me devora o peito: Olá, Paulo!