Este post, aberto a comentários como todos os outros, destina-se, em particular, a uma blogagem colectiva aqui.
Mote – Porque criei o blog.
Para poder despir-me!
Mote – Porque criei o blog.
Para poder despir-me!
(As palavras são como os pássaros, umas falam e cantam, outras só piam. As primeiras também guardam sonhos – Carlos Albuquerque)
De conversa com uma neta
Já te deste conta, certamente, de que as pessoas são como as palavras, ou estas como aquelas, como se quiser.
Fiquemos com as palavras, sobretudo com as que falam pouco e bem, pois essas são alguém, e a liberdade de imaginarmos o que elas poderão dizer sobre as pessoas.
Há as que se nos vão chegando, umas sem nada para dizer, não se percebendo porque se intrometem; outras receosas, mas trazendo algo com elas; outras ainda afoitas espalhafatosas, inócuas, que só gostam de se ouvir a si próprias, dessas que, por pouco ou nada servirem, leva-as o vento, como diz o aforismo. Chegam todas sem que as chamemos. Não te precipites a julgá-las, sejam quais forem. Sê paciente no labor de as entender, mesmo às que passam com as brisas, ou às que, sem esforço, o sono esbate. A paciência resulta melhor do que a força e acaba por ser um acto de s
abedoria. Despreza, contudo, as que merecerem ser afastadas, Detém-te nas receosas e lá encontrarás, por entre outras, uma que começa sempre tímida e inquieta, mas que, passo a passo, se vai agigantando até se tornar numa palavra grande, tão grande que nela cabe o mundo. AMIGO, assim se chama ela.
Fiquemos com as palavras, sobretudo com as que falam pouco e bem, pois essas são alguém, e a liberdade de imaginarmos o que elas poderão dizer sobre as pessoas.
Há as que se nos vão chegando, umas sem nada para dizer, não se percebendo porque se intrometem; outras receosas, mas trazendo algo com elas; outras ainda afoitas espalhafatosas, inócuas, que só gostam de se ouvir a si próprias, dessas que, por pouco ou nada servirem, leva-as o vento, como diz o aforismo. Chegam todas sem que as chamemos. Não te precipites a julgá-las, sejam quais forem. Sê paciente no labor de as entender, mesmo às que passam com as brisas, ou às que, sem esforço, o sono esbate. A paciência resulta melhor do que a força e acaba por ser um acto de s
abedoria. Despreza, contudo, as que merecerem ser afastadas, Detém-te nas receosas e lá encontrarás, por entre outras, uma que começa sempre tímida e inquieta, mas que, passo a passo, se vai agigantando até se tornar numa palavra grande, tão grande que nela cabe o mundo. AMIGO, assim se chama ela.