Não há descontentamento e indignação, se não os mostrarmos. A voz não será ouvida se ficar calada. O gesto não será entendido se não surgir. Nada se obtém sem reivindicação e ela terá que ser pública para ser visível. Como foi!
Os alucinados que nos governam (mercados, troika e governo, assim por esta ordem) teimam em não querer inverter o rumo do caminho para o abismo porque nos querem levar. Insistem em não ver que o povo português não se vai entregar, nem vender as suas ruas e praças. Tapam os olhos, escondem-se atrás da mentira. Denegrir para melhor reinar é o seu lema.
Ontem, dia da greve geral, a maior de que há memória na história do Nosso País, duas agências de rating consideraram Portugal lixo financeiro, e os juros da dívida dispararam. Persistem em amordaçar-nos, em roubar-nos a dignidade. O governo embatocou!
Mas o que os alucinados, porém, ainda não entenderam é que o Povo Português está a libertar-se da perpetuidade do alheamento…
A adesão à greve geral de ontem fez-me reganhar a esperança.
