Os momentos porque passamos são instantes em que nos pesam a angústia, a desilusão, o desespero e a indignação. A miopia que vemos, e para além de ver também ouvimos, fazem-nos sentir envoltos numa névoa, escrita a cinzento, que persiste em querer ser contínua.
Por mim, não quero mais ouvir as vozes, nem ver os rostos dos algozes do meu país, que querem exterminar-nos.
Dá-me ganas de partir, talvez seja melhor dizer fugir, mas logo me sustenho na minha cubata à beira da encosta rugosa da minha ilusão onde a escravatura não é a lei da vida, e onde nunca quis, nem quero ter, um leito de morte lenta.
A revolta é possível. Não temos que ter pela Liberdade um amor cobarde.