Pois é!
Este vosso amigo já tem mais uma folha do Tempo virada, menos uma para escrever. Foi uma canseira para aqui chegar, andei sei lá por onde! Travei, e travo, batalhas sem conta! Porque águas revoltas naveguei! Em quanto choro e riso mergulhei! Venci adamastores! Quantas calmarias abracei! Quanto amor nasceu! Inúmeros ses ficaram pelo caminho...Mas, pronto, cá estou, disposto a continuar a caminhada, de bordão na mão, como peregrino da vida. Não vos vou falar do que ela tem sido. Que importa isso?! Hoje rufam os tambores no quimbo, para a festa que acontecerá na minha cubata. Logo mais, a tribo dos catorze que já somos, sentar-se-á à mesa. Dir-me-ão para soprar nas velas assinalando o Tempo vivido. Cantar-me-ão amor, carinho e fraternidade. Os netos caçulas, uma ela e um ele, mandar-me-ão (eles mandam, pois...!) reacender as velas para, também eles, as apagarem com um sopro, porventura mais forte e certeiro que o meu.
Depois o amanhã chegará, por certo com uma manhã de sol de Agosto, como a de hoje. Agora, se os meus amigos e leitores o permitem, vou ouvir Vinicius, na voz de Bethânia.
Um grande abraço para todos!