Sei que andas cansado, de bússola na mão, de dores às costas. Sei que olhas em redor, observas a intolerância, a estupidez, a ignorância, a fraternidade desaparecida, a ingratidão, e meditas. Meditas, e de ti não se desgruda o travo amargo da vida que vais vendo.
Sei que acordas, por vezes, mais cedo do que gostarias, sem nada que queiras fazer.
Sei que, no teu passo já curto e algo incerto, quando te pões a andar caminhas contra o vento, não deixando que ele te sopre pelas costas, e sei que as tuas mãos continuam fortes, com elas agarrando a trovoada.
Sei que sabes que o tempo não espera. Por isso deixaste de andar só pelos caminhos. Por eles vais com o amor por companhia.
Sei, sei tudo isso, e mais: sei que te inventas a cada momento, revigorado, com a liberdade no peito onde o teu coração sente e sangra.
Por isso sei, Pai Natal, que me podes dar o presente que quero: um País sem gentes postiças.
Obrigado.
Para ti, um Bom Natal.
Sei que acordas, por vezes, mais cedo do que gostarias, sem nada que queiras fazer.
Sei que, no teu passo já curto e algo incerto, quando te pões a andar caminhas contra o vento, não deixando que ele te sopre pelas costas, e sei que as tuas mãos continuam fortes, com elas agarrando a trovoada.
Sei que sabes que o tempo não espera. Por isso deixaste de andar só pelos caminhos. Por eles vais com o amor por companhia.
Sei, sei tudo isso, e mais: sei que te inventas a cada momento, revigorado, com a liberdade no peito onde o teu coração sente e sangra.
Por isso sei, Pai Natal, que me podes dar o presente que quero: um País sem gentes postiças.
Obrigado.
Para ti, um Bom Natal.