
Faltavam 10 minutos para as onze da manhã deste Sábado.
A morte, que por intermitências já o tinha visitado, desta vez foi inflexível. Levou-o deixando-nos uma tristeza profunda. Raul Solnado morreu aos 79 anos não resistindo a graves problemas cardio-vasculares.
Perdemos o actor das mil faces que conseguiu pôr Portugal a rir de uma guerra sem sentido, quando a guerra colonial era um assunto tabu, com a sua rábula “A guerra de 1908”, que a censura fascista de Salazar tanto quis destruir! Rimo-nos, também, com outro dos seus monólogos: “A história da minha vida”. Mostrou a sua classe no dificil mundo dos humoristas brasileiros.
Foram as marcas de um humor nunca visto em Portugal e ainda não igualado. Mas Raul Solnado foi, também, marcante na sua passagem pelo cinema como no filme dramático de José Fonseca e Costa “Balada da Praia dos Cães” (1987), uma adaptação do livro com o mesmo nome de José Cardoso Pires.
Perdemos o actor das mil faces que conseguiu pôr Portugal a rir de uma guerra sem sentido, quando a guerra colonial era um assunto tabu, com a sua rábula “A guerra de 1908”, que a censura fascista de Salazar tanto quis destruir! Rimo-nos, também, com outro dos seus monólogos: “A história da minha vida”. Mostrou a sua classe no dificil mundo dos humoristas brasileiros.
Foram as marcas de um humor nunca visto em Portugal e ainda não igualado. Mas Raul Solnado foi, também, marcante na sua passagem pelo cinema como no filme dramático de José Fonseca e Costa “Balada da Praia dos Cães” (1987), uma adaptação do livro com o mesmo nome de José Cardoso Pires.
Em Fevereiro deste ano, numa aparição na SIC, disse Raul Solnado: «A minha vida foi uma vida muito louca e dura, mas saborosíssima. E com esta agitação toda o meu coração está preso por um fiozinho. Portanto, deixa-me ir descansar»
E foi!
Não o esqueceremos!
Não o esqueceremos!