Não é cinzento morto
O céu é azul.
O Sol brilha.
Folhas verdejam nas árvores
Cantando viajam os rios
Sente-se o vento
A noite não toma o espaço
É apenas
Passagem para amanhã
Riem as gentes
Livres as palavras trocadas
Dão-se mãos
Não se dorme ao relento
Ninguém se refugia
Na exiguidade da indiferença
Nem na penumbra
Da renuncia à participação
Não é falso o carinho
No seu recinto
As almas vêem-se
Os espíritos falam-se
O luar a todos veste
Costas dadas ao engano
Passam horas sem medos
Pelo pensamento livre correndo
A Liberdade
Não anda a monte
(Acordou com o medo de andar perdido)