sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tourada em defesa dos animais?

Encontrei este título no blog cronicasdorochedo, cujo autor é Carlos Barbosa de Oliveira. A notícia a que ele se refere chocou-me. Peço que a leiam naquele blog. A propósito, decidi reeditar o post que se segue, aqui publicado em Maio do ano passado.
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TOURADAS
Nem arte nem cultura
T O R T U R A

Andando pelo espaço onde vivem as minhas recordações encontrei fotografias do tempo em que, como repórter, elaborei uma série de trabalhos sobre o meio tauromáquico. Ambiente de que, por nada me dizer, antes me enfadando e me causando repulsa, me afastei.Porque vi as fotos chegaram-me à memória as discussões que de vez em quando se travam sobre as touradas. Quem as defende fala muito de “tradição e vivência cultural da festa de touros”. Que tradição? Que cultura? Que festa?A tourada não é arte nem cultura. É tortura.Deixem que vos fale nisto:Em 2007 Guillermo Vargas Habacuc, um susposto “artista plástico” costa-riquenho, apanhou um cão abandonado na rua e atou-o com uma corda curta à parede de uma galeria, em Manágua, na Nicarágua, onde expunha. Assim deixou o animal, sem água nem comida, durante dias, até morrer de inanição, seguramente depois de ter passado por doloroso, absurdo e incompreensível calvário. O “artista” considerou o seu feito como arte. A notícia encheu o mundo de vergonha e nojo. Chegaram a correr petições para impedirem a presença do “artista” em exposições. Vejam:

Nas touradas há algo de parecido: a utilização abusiva de um animal que se leva à morte pelo sofrimento.Em Portugal as autarquias de Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra proibiram a realização de touradas nos seus concelhos. Porque continuam no resto do país?Até a Igreja Católica as vem condenando desde 1567 (Papa Pio V)!O vídeo que aqui coloco ilustra bem até que ponto se leva a tortura numa praça de touros. Não é aconselhável aos mais sensíveis.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Desafios

São muitos os desafios, e respectivos selos, que me têm chegado. Aos amigos que mos enviaram, peço desculpa por ainda lhes não ter respondido. Garanto que não estão esquecidos. Hoje dou resposta ao desafio da Malu, do blog Infinito Particular.

1) Uma mania
Esta é permanente: que um dia não haverá crianças a morrer de fome.
2) Pecado capital
Se pecado é entendido como transgressão de preceito religioso, não tenho. Vivo com outros acreditares, sujeitos a permanentes interrogações.
3) Melhor cheiro do mundo
O que exala da terra quando molhada pela chuva
4) Se o dinheiro não fosse problema
Passava o tempo a viajar e a apoiar obras de protecção às crianças.
5) História de infância
(memória) - A construção da minha primeira bola de trapos, que me foi ensinada, com muito saber, carinho e paciência, por um empregado em casa de meus pais, um negro velho e alto, que se chamava Milagre, a quem passei a tratar por Mwata Milagre, e que vive hoje no meu blog.
6) Habilidade na cozinha
Caldeirada de peixe e ensopado de enguias. Dizem, os que provam, que é de comer e chorar por mais
7) Frase preferida
(Uma delas) - Um homem não se pode montar nas suas costas a não ser que elas se inclinem (Luther King).
8) Passeio para o corpo
(Passeios) - Uma noite de amor. Banhos de mar
9) Passeio para a alma
A leitura de um livro.
10) O que me irrita
O Chico Esperto.
11) Palavras que mais uso
(Alinhadas em frase) - Gosto muito de ti.
12) Palavrões
Não uso. Nunca consegui passar do porra.
13) Talento oculto
Não tenho, este ou outro qualquer. Devo acrescentar, porém, que tenho passado a vida a abrir janelas.
14) Não importa que esteja na moda, jamais usaria
Chapéu.
15) Queria ter nascido a saber
Quem criou o Homem, para poder ajustar contas...
(Furo a regra de passar o desafio. Deixo-o à disposição de quem lhe quiser responder. Se o levarem não se esqueçam do selo e de linkarem o blog da Malu. Bom fim-de-semana. Um abraço a todos.)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Do Viajante


O Viajante é personagem que, desde há uns tempos, habita esta cubata com o Mwata e comigo. A última vez que deu sinal de si, contou-me esta história. Hoje, reapareceu para me fazer uma pergunta.

- Achas que quando memórias longínquas se nos chegam a vida está a querer dizer-nos alguma coisa?

Despertei da sesta dormida à sombra de um sonho. Em silêncio, sem saber que dizer-lhe. E vocês, amigos visitantes e leitores, sabem responder ao Viajante?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Quem é este homem?

Fernando Nobre, nascido em Angola, médico especialista em cirurgia geral e urologia, licenciado na Bélgica, fundador e presidente da ONG Assistência Médica Internacional (AMI), é candidato à Presidência da República de Portugal. Afirma que os portugueses precisam de um presidente oriundo da Sociedade Civil, que conheça bem o país e o mundo (conhece 160 países), e que não precise da política. Diz-se não enfeudado a partidos e que avança para a corrida a Belém por “dever moral e cívico” e porque não se conforma em assistir à “agonia lenta de Portugal”.
O anúncio surpreendeu. Um humanista que dedicou a vida à assistência humanitária internacional vira-se, agora, para a política? Contudo, Fernando Nobre não é um recém-chegado ao combate político, embora classifique a sua candidatura de apolítica, deixando antever que, se chegar à presidência, esta também o venha a ser. Nos últimos anos, vestiu a camisola de três partidos.
Em 2002, com Durão Barroso no Governo, participou na convenção do PSD. Quatro anos depois integrou a comissão política e a comissão de honra da candidatura de Mário Soares à Presidência da República, apoiada pelo PS. Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, em 2009, aceitou ser o mandatário nacional do Bloco de Esquerda. Meses depois, nas autárquicas, foi membro da Comissão de Honra de António Capucho, candidato do PSD à Câmara de Cascais.
Nega os rumores de que o dedo de Mário Soares o tenha empurrado para a luta com Manuel Alegre, também este candidato, a quem o Bloco de Esquerda manifestou já o seu apoio. Esclarece ter conversado “com mais de trinta personalidades” (Mário Soares incluído), e ouvido gente desde o CDS (a direita mais à direita, pelo menos com cara visível) ao MRPP (a esquerda mais à esquerda, se é que alguma vez foi de esquerda).
A Causa Monárquica e os Realistas têm-no como monárquico.
Na sua biografia, publicada no YouTube, conta que é uma árvore numa "ilha que não existe", no Atlântico entre o Brasil, a África e a Europa. “Sou um embondeiro plantado numa árvore mítica, que não existe…”
Quem é este homem?
(Foto gentilmente cedida por José Alex Gandum do blog O Meu Sofá Amarelo)


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tragédia na Madeira

(imagem DN)

Por vezes é necessária a catástrofe para nos darmos conta de que os portugueses são, entre si, um povo solidário. Falo do pesadelo que se abateu sobre a Região Autónoma da Madeira, afinal sobre todos nós. Chuvas diluvianas, ventos fortes e correntes impetuosas de ribeiras alagadas arrasaram a Madeira. Os números estão ainda por apurar, mas sabe-se já terem morrido 40 pessoas, haver mais de 100 feridos e cerca de três centenas de desalojados.
“Precisamos de toda a ajuda”, disse o Presidente do Governo Regional da Madeira. De pronto o País respondeu. Levando consigo o ministro da Administração Interna, o Primeiro-Ministro foi à Região dizer que o Governo da República tudo fará para ajudar. Fê-lo sem hesitações, como era de seu dever. José Sócrates e Alberto João Jardim puseram de lado o que politicamente os separa, uniram-se numa nobre causa, muito acima de interesses mesquinhos: ajudar o povo martirizado da Madeira, metendo, desde já, ombros à gigantesca tarefa de protecção dos necessitados, e de reconstrução que têm pela frente.
Bem hajam!
Sempre aqui disse que mantenho a luz de esperança no meu país.
Ouvem-se já vozes criticando o mau ordenando do território, obras inconsequentes e ineficazes, e interrogando-se, mesmo, se a dimensão da tragédia poderia ter sido evitada. Com toda a legitimidade o fazem. Mais do que um remexer no passado (remexer, obviamente, não condenável), entendo-as como um aviso para o futuro.
Agora, porém, a República está de luto, unida e solidária.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um grito

De tridente em punho, a política e a intelectualidade rústicas, grosseiras e saloias estão a querer evangelizar o meu país. Aprontam-se para me turvarem o futuro, para me roubarem o destino.
Certo jornalismo, pago para se embevecer, auto-ilumina-se, navegando no mar de interesses pessoais e de terceiros. Já busco, com dificuldade, o paradeiro da informação isenta e verdadeira. Aquele jornalismo transformou-se em lixo que se amontoa à minha frente e me intoxica.
Assusto-me.
Cresce-me o pavor ao ver a Casa da Democracia (o Parlamento) ser palco de ópera-bufa, com jornalistas actores de tramas e maquinações engenhosas, e deputados quase chamando por um redentor…
'Não há nada mais terrífico do que ver a Ignorância em acção!"
Palavras de Johann Wolfgang Von Goethe, filósofo alemão.
Acrescento: ignorância e má fé.
Sejam eles quem, ou o que forem, estejam onde estiverem, daqui grito aos deuses para que não deixem o meu país sentar-se à mesa da festa da ignorância e da má fé. Que o libertem do regabofe dos poderosos. Que soltem da cegueira os que não querem ver.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carnaval

Diz o aforismo que no Carnaval ninguém leva a mal.
Não é, no momento porque passamos, o meu caso.
Estou com as entranhas num turbilhão.
Ouvi, na TV, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa chamar mentiroso ao PM José Sócrates. Mentiu, ponto final! Disse ele. Fiquei estupefacto! Embora saiba que Rebelo de Sousa descende dum dos últimos sultões do império colonial, nunca o imaginei a dizer tal. Faltaram-lhe a elegância, a lucidez e o bom-senso com que me habituei a vê-lo e a ouvi-lo, concordando ou não com ele.
Vinte e quatro horas depois, o jornalista Mário Crespo, que diz ter tido uma noticia, travestida de crónica, censurada no Jornal de Noticias, e acrescenta estar a liberdade de expressão em perigo neste Portugal que o acolheu, usou de toda a liberdade da Democracia, bem que só entre nós conheceu, para levar a estúdio, em directo, no Jornal das 9 que apresenta na SIC-N, um filósofo de nome José Gil. Filosoficamente, Gil, que editou recentemente o livro "Portugal, Hoje-o medo de existir", alinhou com Crespo. Saiu-se com uma tirada de grande pensador. Mais ou menos isto, citando de cor: Ainda agora um comentador, que também é político, disse que o PM mente, sem qualquer contestação por parte deste. Faltou-lhe explicar de que área política era o comentador/político. Um lapso de memória qualquer um tem, dir-me-ão. Pois! Já me tinham dito!
Não sou socratiano (muito me afasta das suas opções políticas), nem o meu voto é refém de qualquer partido. Exerço-o, livremente, em cada acto eleitoral para que sou convocado. Mas não posso aceitar o que vi e ouvi.
Por prescrição médica tomo Omeprazol para defesa do estômago na árdua tarefa da digestão. Hoje acrescentei um bem-u-ron, para me livrar das dores. Nada feito! Continuo com as entranhas num turbilhão.
Estamos no Carnaval, eu sei. Por isso me ocorre dizer que tudo isto não passa de uma palhaçada travestida. Esforço inglório me parece será o meu, se pedir aos políticos (incluindo os mascarados de comentadores), e aos jornalistas, mesmo aos que se preparam para deixarem de o ser, bom-senso e clarividência. Mas peço!
Melhor do que os fármacos é hoje chamar Fernando Tordo (música)e o inesquecível Ary dos Santos (letra).
TOURADA

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dia dos Namorados

O amor dá forma ao sonho mais belo que é a vida.
Sem ele tudo não passaria de um mar morto.

Namoro

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
E com letra bonita eu disse ela tinha
Um sorrir luminoso tão quente e gaiato
Como o sol de Novembro brincando
De artista nas acácias floridas
Espalhando diamantes na fímbria do mar
E dando calor ao sumo das mangas

Sua pele macia – era sumaúma...
Sua pele macia, da cor do jambo, cheirando a rosas
Sua pele macia guardava as doçuras do corpo rijo
Tão rijo e tão doce – como o maboque...
Seus seios, laranjas – laranjas do Loje
Seus dentes... – marfim...
Mandei-lhe essa carta
E ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
Que o amigo Maninho tipografou:
"Por ti sofre o meu coração"
Num canto – SIM, noutro canto – NÃO
E ela o canto do NÃO dobrou

Mandei-lhe um recado pela Zefa do Sete
Pedindo, rogando de joelhos no chão
Pela Senhora do Cabo, pela Santa Efigénia,
Me desse a ventura do seu namoro...
E ela disse que não.

Levei à Avo Chica, quimbanda de fama
A areia da marca que o seu pé deixou
Para que fizesse um feitiço forte e seguro
Que nela nascesse um amor como o meu...
E o feitiço falhou.

Esperei-a de tarde, à porta da fabrica,
Ofertei-lhe um colar e um anel e um broche,
Paguei-lhe doces na calçada da Missão,
Ficamos num banco do largo da Estátua,
Afaguei-lhe as mãos...
Falei-lhe de amor... e ela disse que não.

Andei barbudo, sujo e descalço,
Como um mona-ngamba.
Procuraram por mim
"-Não viu... (ai, não viu...?) não viu Benjamim?"
E perdido me deram no morro da Samba.

Para me distrair
Levaram-me ao baile do Sô Januário
Mas ela lá estava num canto a rir
Contando o meu caso
às moças mais lindas do Bairro Operário.

Tocaram uma rumba – dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu!
E a malta gritou: "Aí Benjamim!"
Olhei-a nos olhos – sorriu para mim
Pedi-lhe um beijo – e ela disse que sim
E ela disse que sim
E ela disse que sim.
(Viriato da Cruz - poeta angolano, Porto Amboim 1928, Pequim 1973)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vocês conhecem-me?

As minhas respostas ao desafio aqui colocado no Sábado passado:


1) Escova de dentes: verde (e)
2) Personagem favorita das revistas Disney: Pateta (e)
3) Não me convidem para uma refeição: Lampreia (e)
4) Que cidade, que não conheço, mais gostaria de visitar: Buenos Aires (c)
5) Filme de que gostei mais: Citizen Kane (d)
6) Sonho com: viajar pelo mundo fora (d)
7) Os meus piores pesadelos: precipícios (d)
8) Nos canteiros dos jardins gosto de ver: rosas vermelhas (d)
9) Escritor de que li quase toda a obra: José Saramago (e)
10) A minha música preferida é: blues e jazz (a)
11) Jogo de cartas favorito: King (a)

Rosa Carioca foi a vencedora com 7 respostas certas. Seguem-se Maria João, Teresa, tulipa, ematejoca, Cherry, José e Malu, todos com 5, cada.
Obrigado a todos os que tiveram a paciência e a gentileza de participar.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nelson Mandela



Faz hoje 20 anos que Nelson Mandela foi libertado.




Após longo tempo de perseguição e segregação, e de 27 anos enclausurado numa cela, Nelson Mandela libertou-se das grades com o coração despido de rancores e a cabeça livre de ódios.
"Dediquei a minha vida ao pleito do povo africano. Lutei contra o domínio branco e lutei contra o domínio negro", disse Mandela.
Ao longo do tempo no cárcere, Mandela cultivou a leitura de poemas. Preferia um deles – “Invictus”, do britânico William Ernst Henley (nome dado ao filme recentemente realizado por Clint Eastwood, sobre Mandela): "Eu sou o dono e senhor de meu destino. Eu sou o comandante de minha alma".
Com a força da palavra e do exemplo destruiu o "Apartheid".
Nelson Mandela saiu da prisão para a eternidade.
O mundo ficou mais livre.
A Humanidade muito deve a este notável e invulgar homem que é Nelson Rolihlahla Mandela, exemplo de vida e de postura política e humanista, que deveria ser seguido por quem dirige os destinos dos povos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Deixa-me desenhar-te!

Estou de visita à rua da minha vida.

Seja o que for que outros nela tenham visto, dela guardava a imagem de um corpo a duas partes. Olho do fim da ladeira, que lhe dá início. Avisto a rua Ele. Não como a recordo. Está diferente.
Dos seus cabelos está a ir-se o negro. Passa-lhes trincha a branqueá-los. Rios correm-lhe pela testa, que se alonga por entradas cavadas. Pequenos ribeiros sulcam-lhe a face. As sobrancelhas encorparam, são agora negras e espessas, dois bosques de pinho bravo e rebelde, crescendo desordenados. Um caminho, ainda escuro, não caldeado pela poeira do tempo, cruza-lhe a barba. Como eram, os seus olhos permanecem grandes, largos, profundos, de brilho saltitante, sempre à procura do olhar cúmplice e companheiro. Os seus lábios movem-se num sorriso a querer chegar ao centro do Mundo. As palavras da sua voz ouço-as mais serenas, repousadas e aconchegantes. Falam do muito que ainda têm para dizer.
Subindo um pouco, é a rua Ela que vejo.
Envolve-a uma brisa elegante, por certo vinda da Primavera, ondulando-lhe o cabelo e o peito, estreitando-lhe a cintura, por ela descendo até pousar suavemente no chão, e por ele caminhar de passo curto e seguro. Os olhos lá cintilam vestidos de verde do mar e de azul do céu, o nariz de graça arrebitada. O riso de menina também. Traços do giz do tempo ajeitam-se-lhes nas maçãs do rosto, alindando-o. Reparo, agora, que a fala se lhe mudou, é mais tranquila, solta as palavras sem pressas, dando-lhes o sentido íntimo de vida a dois. Passa, serena, transportando, na concha das mãos, os afectos e desafectos, para a rega dos dias com que continua a construir a vida.
Rompe a madrugada. Avisto, ao fundo da rua, Ela e Ele caminhando de braço no namoro.
É tempo de terminar a visita. Debruço-me sobre as pedras da calçada, bordejadas por musgo verde. Delas recebo duas flores que se me estendem. Regresso a casa com elas abraçando-me o coração.


(Texto para participação no tema Velhice da Fábrica de Letras)



domingo, 7 de fevereiro de 2010

Vocês conhecem-me?

Este é um desafio, que recebi da ematejoca. Aqui o deixo aberto à paciência dos visitantes, que se disponham a responder. No próximo Sábado, ou Domingo, publicarei as respostas. Vá, então digam lá se me conhecem.

1) A minha escova de dentes é branca e...
a — Laranja
b — Vermelha
c — Azul
d — Roxa
e — Verde

2) Qual destas era a minha personagem favorita das revistas Disney?
a — Tio Patinhas
b — Zé Carioca
c — Minie
d —Pato Donald
e — Pateta

3) Não me convidem para uma refeição de...
a — Sushi
b — Cozido à portuguesa
c — Sardinhas assadas
d — Caldeirada à fragateiro
e — Lampreia

4) Que cidade, que não conheço,mais gostaria de visitar?
a — Chicago
b — Riga
c — Buenos Aires
d — Rejkiavik
e — Palermo

5) De qual destes filmes gostei mais?
a — Casablanca
b — A Vida é Bela
c — Slumdog Milionaire
d — Citizen Kane
e — O Leitor

6) Sonho com...
a —Michelle Pfeiffer
b — Nada de especial
c — Viver até aos 100 anos
d — Viajar pelo mundo fora
e — Tornar-me famoso

7) Os meus piores pesadelos são com:
a — Cobras, lagartos ou crocodilos
b — Aranhas
c — Acidentes
d — Precipícios
e — Monstros

8) Nos canteiros dos jardins gosto de ver...
a — Hortênsias
b — Margaridas
c — Violetas
d — Rosas vermelhas
e — Cravos brancos

9) Dos escritores que se seguem, de quem li quase toda a obra?
a — Agatha Christie
b — Richard Zimmler
c — Günter Grass
d — Émile Zola
e — José Saramago

10) A minha música preferida é...
a — Blues e jazz
b — Gospel
c — Eletrónica
d — Rock and roll
e — Heavy metal

11) Qual é o meu jogo de cartas favorito?
a — King
b — Canasta
c — Sueca
d — Poker
e — Bridge

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O meu País

Qual tábua de ponte quebrada, o meu País anda enrodilhado por ondas alterosas, que nem as dos mares que naufragaram Ulisses.

Cruzam-se ventos, soprados por consciências pesadas. Espíritos atormentados alçam bandeiras do diz-que-disse. Erguem-se barricadas. Numas e noutras contam-se espingardas, dispara-se artilharia pesada.
A classe política, sentada à boa mesa, troca mimos quase roçando o insulto. Há "bruxas" entre os dirigentes e "inqualificados". A Oposição quer governar. O Governo opõe-se! É o apocalipse, dizem uns!
Na banda a passar vai a comunicação social com "débeis mentais", denunciadores apressados, "Yes-men" acocorados, e outros que não sendo uma coisa nem outra, vão tentando que a tábua se mantenha à superfície.
A Primavera ameaça não querer nascer. O Inverno persiste em medrar.
Agarrado à rocha, continua o mexilhão.
Cresce o mar, sobe a maré. O meu País parece afogar-se.
Estamos todos a precisar de coletes salva-vidas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mário Crespo

Estranha história, ou talvez não!
Eduardo Cintra Torres, crítico de televisão do Público e professor da Universidade Católica escreveu a 10 de Janeiro de 2009 naquele jornal: “Crespo é hoje um verdadeiro porta-voz dos interesses informativos do Governo, um operário do agenda setting da central de propaganda.”
A 2 de Maio daquele ano, Cintra Torres voltou a falar de Mário Crespo para explicar que não cometera um erro de avaliação, mas que fora o jornalista quem dera uma cambalhota, por não lhe ter sido dado o lugar que ambicionava em Washington. Escreveu:
«Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15.01.09) que nas próximas eleições "provavelmente" votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12.01.09), disse que "provavelmente" irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência, foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto, a linha editorial de Crespo mudou, e de que maneira, quer no seu programa, quer nos seus artigos de opinião no Jornal de Notícias. Passou a criticar abertamente o poder PS; os ministros políticos do governo já não aquecem a cadeira do Jornal das 9. Crespo não explicou a sua radical mudança editorial (…). Mudar de opinião não é crime, nem para um lado nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança.»
Crespo volta, agora, a ser falado por o Jornal de Notícias não ter publicado um texto seu, entendido por si como artigo de opinião, mas que não passa de uma notícia elaborada com base numa conversa de restaurante, que não ouviu, apenas lhe chegou por e-mail. Notícia a carecer de confirmação e de abertura de espaço ao contraditório, em obediência às regras jornalísticas, como lhe esclareceu o director do jornal. Não forneceu quaisquer dados. Para ele a questão era simples: ou o texto era publicado, ou deixaria de escrever para o jornal. Deixou de escrever. Soube-se, depois, que um dos intervenientes na conversa foi Nuno Santos, director de programas da SIC, tendo este afirmado, publicamente, que as coisas não se passaram como Mário Crespo as relatou.
Tudo isto acontece na véspera do lançamento de um livro de crónicas de Mário Crespo. Livro editado por Zita Seabra, antiga militante do PCP e actual deputada do PSD, com prefácio de Medina Carreira, comentador residente do programa Plano Inclinado, que o jornalista apresenta na SIC Noticias.
Curiosamente o texto não publicado pelo Jornal de Noticias veio a público no site do Instituto Sá Carneiro (PSD). Site que o jornalista disse não saber “sequer que existia”. Ainda curiosamente, Crespo não apresentou ontem o Jornal das 9 na SIC. Esteve ausente nas Jornadas Parlamentares do CDS, a convite de Paulo Portas, para, como “especialista em política internacional”, falar do ano de governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em quem ele não votaria, se fosse norte-americano, como o disse em entrevista.
Estranha história esta! Apenas uma certeza – o lançamento do livro de Mário Crespo vai ser de sala cheia! Tem, para já, o apoio solidário de Manuela Moura Guedes e de José Eduardo Moniz. Muita outra gente aparecerá a comprar o livro de um autor que, como ele próprio diz, deu “…aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.”


(Conheço pessoalmente Mário Crespo. Segui com interesse muito dos seus trabalhos criticando a realidade que nos cerca. Longe estava de imaginar que um dia faria uma notícia, cujo centro é ele próprio, num olhar para o umbigo confrangedor. Notícia que quis transformar em artigo de opinião. Estará a considerar-se um iluminado?)

sábado, 30 de janeiro de 2010

Haiti (O pesaddelo)

A TV transmitiu o que um haitiano disse ao mundo:
- Um dia destes seremos vampiros. Vamos matá-los e comê-los em salsichas!
A ONU afirma que a reconstrução do Haiti vai demorar décadas!
Comida distribuída, violência nascida. Rouba-se e mata-se por um pedaço de pão e um pingo de água! Guerra sangrenta. Quinze mil militares norte-americanos estão lá, de armas na mão, a dar uma “ajuda”, vá-se lá saber a quê, ou a quem!
Um membro do “governo” haitiano afirma, com ar pomposo: “Vamos construir a República de Port-Au-Prince”. O resto, para além da cidade dos senhores, que o leve o mar, ou outro terramoto! A corrupção espreita, ávida.
Médicos de Porto Rico colocam na Internet imagens festivas da sua ajuda humanitária – armas na mão, copos brindando, serrotes de amputações mostrados! Animalizados, os haitianos estão a ser tratados como animais, como troféus de caça!
Já o disse em post: depois do terramoto, o pesadelo. Gostava de me ter enganado, mas não.
Por isso o meu Sábado, nascido calmo, entristeceu, murchou o olhar, entrou em desatino. Anda num traz e leva, num rodopiar, qual pirueta apanhada por remoinho. Abre e fecha gavetas. Olha para o relógio, a querer desmarcar as horas, mas estas, mesmo coxas que estão algumas, não se dão por achadas, não andam para trás. Acumula silhuetas no saco de viagem, mais um livro de poemas.
- Não, não me perguntes nada, não queiras saber (diz-me ele), estou de partida para o Domingo.
E deixa-me, assim, neste vazio, capítulo terminado dum livro que não escrevi, como se o tempo e eu fossemos um só! Sabe ele que não, que o Tempo e eu nos não andamos a dar bem! Mas vai, encostando-me a não sei que sonho, a um tocar em saudade morta.
Saiu, para a paisagem de Domingo, pela escotilha do navio do meu viajar, que hoje fica em doca seca. Logo mais, quando aquele chegar, a ver hei-de ir, se traz o olhar do Sábado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sonho do Viajante

Que hei-de fazer
a este tempo todo?
Andei por um sonho de roupas usadas. Nele me encontrei com gente esquisita, bruxas sem piaçaba, dragões apagados, cavaleiros apeados, virgens perdidas correndo pelo vale de um rio seco. No meio de uma mata a Bela e ele, dormindo ambos.
Aquilo era terra sem mar nem ar, nem Sol, nem chuva, e Lua não tinha. Não dava para sonhar, mas continuei.
Também por lá vi uma lâmpada, baça, de génio despejada. Caminhei por uma estrada, em que mais ninguém viajava. Ao fundo dei com uma gruta de portas escancaradas. Lá estavam, não quarenta, mas mais de mil, agarrados a tetas que, adormecidas, se deixavam sugar. Um deles, ser de olhos faulhentos e dentes saídos, intimou-me a sair.
Cá fora havia um coreto. Um maestro nu dirigia, de batuta na mão. Não vi quem tocava, apenas ouvi uma música lânguida e triste. Para lá do caramanchão pastava um rebanho de carneiros por sobre relva amarela. Na terra do lado, tingida de vermelho, espantalhos faziam que dançavam.
Saltei, então, do sonho.
Despertei com iras, tempestades e calmarias inventadas, a um tempo só!
Que hei-de fazer a este tempo todo?
Estou sem paciência para repousar o pensamento.
E vocês, que fariam?

(Creio já o ter dito. O Viajante passou a viver nesta cubata com o Mwata e comigo. Julgo que este sonho o terá tido numa viagem que fez à terra dos lusitanos)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Testamento (Alda Lara)

Hoje, desperto por uma ida ao blog Mar de Chamas, da Elisa Ramos, e contrariando o costume dos meus últimos posts, trago-vos um trabalho de outrem, da poetisa angolana Alda Ferreira Pires Barreto de Lara Albuquerque (Benguela, 1930 - Cambambe, 1962), conhecida como Alda Lara. Deixo-vos este poema:


Testamento

À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...
(Alda Lara)


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Pergunto (Respostas)



Ficou dito que as respostas à pergunta do post anterior seriam colocadas em post. Aqui estão elas, por ordem de chegada. Ao editá-las, retirei, por razões de economia de espaço, saudações e o que não tinha a ver, directamente, com a pergunta. Se quiserem ver as respostas, na íntegra, poderão, obviamente, ir à caixa de comentários do post anterior, que elas lá estão tal como recebidas.

Acho que eu estava dormindo!!=)rsrs ,e esta chave eu não sei de onde pode ser... talvez de algum cofre?hum, se for... me conte o que tem dentro! qdo abrir é claro!! =)

A fechar a arca dos sonhos e a abrir a porta do acordar.

brisonmattos (sem link fornecido e de perfil inacessível)
estava a olhar nos olhos grandes e brilhantes da Suzynha, que veio me acordar lambendo a minha cara toda, pensando como é muito bom viver.

Eu estava deitado, com os olhos fechados,e sonhando que me tinha que levantar,porque era quase meio-dia.

Clecilene Carvalho (http://clecilene.blogspot.com/)
De repente as 10:30 uma pergunta me chamou atenção:O que estavas a fazer, quando acordaste?Tentei responder e me perdi ao tentar dizer,Que estava em meio a um lindo sonho...
Onde havia igualdade, respeito, amor, Havia choro, mas era de alegria...Entre os humanos, encontrava-se humanidade da qual não era preciso criar leis para exigi-la. Todos com ela nasciam. Ao acordar pedir a Deus para que tudo não fosse apenas utopia. Então, a meu ver, a chave é de uma grande fechadura, onde Somam-se todos, inclusive eu e você, para juntos em um melhor viver.

Quando acordei, estava a viver no mundo real. Agora, "acordadinha da silva", entrei no mundo da ficção.

...a humanidade ainda caminha dormindo.logo...

Acho que a trouxeste da outra tua casa...aquela que habitas no outro Mundo onde todos vivemos durante a noite.Sabes, eu sonho muito...e muitas vezes sonho com casas e pessoas que conheço como a palma da minha mão.Umas vezes acordo feliz, outras aflita, será porque estou de volta??? será porque era mais feliz ou menos no outro Mundo de onde vim???!!!Quem sabe??? Diz-me tu, amigo!!!

Eu estava a sonhar que, finalmente, o sol ia afastar as nuvens que têm ensombrado e encharcado este inverno. E... não é que era verdade?Talvez a tua chave fosse a do S. Pedro, que se decidiu a abrir o azul do céu!

Hoje, quando acordei, estava deitada no sofá à espera...

Eu estava a dormir só com um olho. O outro estava a ver o Open da Austrália...Esta coisa de haver torneios de ténis durante a noite troca-me.

Só sei que essa sua chave é bem uma CHAVE MESTRA, pois até aqui já abriu 11 corações e almas, em lindos comentários. E com ela ficamos a pensar tantas coisas, refletir sobre a vida, o amor, a humanidade, acho que abriu nosso domingo com chave de ouro.Na verdade abriu uma interessante comunicação entre nós, o perguntar e ouvir, interessar-se pelo outro. Isso nos enriquece, nos torna mais sensíveis e humanos. Parabéns por essa chave que nos valorizou a vida e o domingo.

Pergunta pertinente,olha estava a dormir,mas já naquela fase do acorda que se está a fazer tarde,depois ir buscar o pão fresquinho a padaria da esquina e trazer os jornais para a leitura de Domingo,e ver as noticias via TV e internet,e espantosa uma que li?(homem retirado dos escombros passados onze dias eonde comeu pequenas coisas,e bebeu (CocaCola) e ainda tinham que fazer jus a marca,até na mais tenebrosa castratrofe,se olha aos bolsos e à publicidade? como vai o mundo.

À espera de ouvir o "Bom Dia" de meu maridão (como é bom ter alguém ocupando permanentemente nosso coração e nossa vida).Concordo com Ney; essa sua chave abriu muitos pensamentos.

Estava a pensar que, com o solito que fêz de manhã e a hora cedo em que abri os olhos, era o momento ideal para a minha caminhada...A tua chave... tu não queres dizer,mas é do coração de alguém que ta entregou e que agora anda desesperada com um coração fechado dentro o peito...Só tu podes resolver o problema...

Não me preocupo muito com chaves, aliás tenho muita dificuldade com elas. Deixo tudo aberto...Mas esta chave talvez seja a chave dos SENTIMENTOS, que hoje vivem às mínguas, todos guardados a cofres e ninguém quer abrir para dividí-los, por conta de tantos medos e egoísmos, mas como tua chave é uma chave mágica, mestra, com certeza conseguirá descobrir e adentrar neste mundo de EMOÇÕES que os sentimentos reservam.

Acordei com o som dos passaros nas árvores do jardim e o sol entrava pela janela quarto adentro :)(verdade, verdadinha!!!, e ter inveja é feeeeeio)

Recolhendo copos que ficaram pelo chão na noite de ontem.

Eu tinha a marca de um beijo...procurei por todo o apartamento, na varanda e até debaixo da cama, mas não encontrei o autor de tal façanha. Será que me beijo a sonhar...?

A sonhar, Carlos, a sonhar....Essa é a chave dos segredos, aqueles que escondemos nos sonhos e que ao acordar, deixamos de saber onde estão.Não se esqueça de adormecer novamente com ela na mão. É bom sonhar!

Quando domingo de manhã acordei estava deitada na minha cama, ouvindo uma vózinha de criança a chamar pelo meu nome, pedindo-me para lhe ir fazer o pequeno almoço!
CARLOS – MENINO BEIJA – FLOR (http://gvpoeta.blogspot.com/)
Tentando abrir outras gavetas de meu coração,de meu ser.
Memórias de uma simples Maria (http://mariamapola.blogspot.com/)
A utopia a deixou aqui,pela ânsia e sede de justiça...Queria ver um sorriso em cada rosto... Não queria ver ninguém tristeNo fundo... no fundo...Com aquela simples chaveEla abriria o coração do homemEntão ele enxergaria o próximoE ela consertaria o mundo

Filoxera (http://escritoaquente.blogspot.com/)
A ter um pesadelo. Acordei assustada.
/\/\/\/\/\
(Agora, façam o favor de visitar os blogs linkados. Verão que não vos estou a fazer uma má sugestão!)
Um abraço. Boa semana para todos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Pergunto


Ao acordar neste Domingo, de Sol envergonhado, tinha uma chave na mão!
Andei pela casa, de porta em porta, de gaveta em gaveta, nenhuma lingueta de fechadura correu. De onde terá vindo tal instrumento? De onde o terei trazido? Esta e outras perguntas fiz. A curiosidade continua por matar. Desisto de me perguntar. Passo a questão aos visitantes que aqui chegarem:

O que estavas a fazer, quando acordaste?

(Não vale dizer que estavas a dormir...! As respostas deixadas serão colocadas em post)

Bom Domingo

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Prémios (Certificado de Qualidade)

Recebi esta distinção da Teresa Santos (http://blogcronicasdateresa.blogspot.com/).
Delicadeza que me envaidece e agradeço. Como diria o Mwata, se aqui estivesse, bué de feliz me deixaste! Obrigado Teresa, por mais este alento. Quer a Teresa que passe o “Certificado” a cinco blogs (fá-lo-ei mais tarde) e responda, “numa forma saudável de conhecimento” (não o faz por menos!), às perguntas que aqui deixo, com as respectivas respostas:
a) Tens medo de quê?
Chegado aonde cheguei, com tanta cinza deixada para trás, sou hoje um espaço sem medos. Quando sustos aparecem, a quererem fazer-se medos, converso com eles, elevando a voz, se necessário for. Espanto-os e continuo.
b) Tens algum guilty pleasure?
Alguns: tabaco, pão com manteiga e vinho tinto.
c) Farias alguma "loucura" por amor/amizade?
Já fiz e continuarei a fazê-lo.
d) Qual o teu maior sonho? [Não vale responder Paz, Amor e Felicidade;)]
Que um dia não haja crianças com fome. Que acabe a tortura do destino que lhes tem sido dado.
e) Nos momentos de tristeza, abatimento, isolas-te ou preferes colo? (Não vale brincar)
Um colo, uns ombros e uns lábios que me reanimem. Por vezes, só mesmo uma conversa com o silêncio da solidão.
f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Nem no campo do abstracto escolho as pessoas por este critério. Devo acrescentar, contudo, que não gosto de gente átona.
g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfações para além do desejável?
Insatisfações para além do desejável, nenhuma. Não consumo bagatelas. Sinto-me bem na vida.
h) Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)
Mais selectivamente crítico. Não critico por tuta-e-meia, nem sou de criticas hiperacesas. Ao mesmo tempo, ponderado.
i) Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente ou... (define o que te julgas no geral).
Se filme é “fita”, não, não faço. Impulsivo, sim.
j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? (Responder com sinceridade) Não, de todo! Mas de quando em vez, vem a tentação. Lá dou comigo a “desejar” que aquele bronco tropece e parta o nariz, para deixar de cheirar o que não deve!
k) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)
Por regra. Sou socialmente contido. Detesto “afectos” simulados. A gargalhada alarve incomoda-me.
l)Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
São ambos sócios, a cinquenta por cento. Tenho uma prateleira no peito, nela coabitam os dois.
m) Casamentos homossexuais e/ou direito à adopção?
Que se casem…! Adopção? Ainda não acabei a discussão comigo próprio.
n) O que te faz continuar com o blogue?
Coisas como esta, de estar aqui a responder a perguntas de A a Z!
o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?
O número sabe bem, mas não influencia. O interessante é ver quantos comentários (e de que tipo) recebe cada tema colocado em post! Por vezes há surpresas, digo eu, ou talvez não!
p) A tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?
Um campo de interactividade participada, apelativa, geradora de solidariedades, proporcionadora da discussão despida de linguagem grosseira e sem crivos censórios.
q) Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim em que moldes e caso não porquê?
Apresentar o virtual ao real, talvez fosse interessante…Em que moldes não sei, ele há tantos!
r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Não vale responder com ironias)
Todos os dias ao acordar, olho a ver se é verdade. Confirmado o despertar, chamo o menino que há em mim e digo-lhe vamos brincar. E brincamos! Quanto a quem brinca comigo, depende, o meu sentido de humor tem reservado o direito de admissão!
s) Já agora, qual ou quais os teus principais defeitos?
Talvez a teimosia, se defeito se lhe pode chamar! Teimosia na maneira como não sou dado a tolerar a falta de educação, a mentira, o grosseirismo e a violência. Detesto chicos-espertos!
t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
Tenho recebido elogios por ser solidário, o que muito me orgulha.
u) Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Computador. Televisão, às vezes. Telemóvel dispenso.
v) Elogias ou guardas para ti?
Elogio o, ou quem, me pareça merecer. O elogio estimula, revigora e é um reconhecimento.
w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?
Em absoluto!
x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?
Hipersensível. Igualmente pragmático. Entendo que uma coisa nada tem a ver com a outra.
y) Perdoas com facilidade?
Sempre tive dificuldade em perceber o que é o perdão… Desculpo, mas nem sempre.Já rompi conhecimentos por não querer desculpar.
z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
O que mais me preocupa é a sedução do ser humano pelo abismo…